quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O Casamento Civil

Começamos a procurar um local para fazer a festa. Nosso casamento teria direito a todas as pompas. Tudo tinha que ser muito lindo.
A avó paterna do Paulo, Dna. Maria Aparecida pediu ao Pastor dela, da Catedral Metodista do Catete, para nos casar. Essa igreja é linda, fica na Rua do Catete. Minha sogra, minha mãe e eu começamos a procurar os locais para recepção. Fora isso, visitamos vários lugares, tanto em Botafogo quanto no Alto da Tijuca.
O Paulo não aceitava de jeito nenhum fazer a festa longe, tipo Barra, Vargem Grande e muito menos no Alto que naquela época estava tendo vários assaltos.
Escolhemos três locais: Iate Clube, Caiçaras e Salão Nobre do Fluminense. Agora, era fazer os orçamentos e escolher todos os detalhes.

O Paulo e eu já morávamos juntos e ele me pediu em casamento. Nós éramos um casal moderno, queríamos morar juntos, nada de casamento. Só que nossas famílias não! Aliás, nossas famílias são super religiosas e tradicionais e com a chegada do Gabriel decidimos oficializar a nossa união. Então, o noivado surpresa e os preparativos para o casamento.
Estávamos apaixonados, já morávamos juntos, agora era só formalizar a união.
Só que grávida é grávida, e quando eu experimentava os vestidos de noiva não me sentia bonita, me sentia uma baiana, um botijão de gás... Nem pensar!
Depois, eu queria ser uma noiva linda e não me sentia assim, também tem o lance da religião que para mim pesava muito. Posso não transparecer, mas sou muito ligada as coisas que aprendi e acredito. Branco, grinalda, véu... são coisas puras e eu estava grávida. Sei lá... para mim, naquele momento não rolava.
Achei que meu momento tinha passado.
Casei no civil de marfim e com as jóias em pérolas que foram da minha sogra.
Conversei com o Paulo e ele ficou preocupado, sabia que casar na igreja era importante para mim, o meu sonho. Ele achou que eu ficaria triste. Então combinamos que depois que o nosso bebê nascesse casaríamos no religioso.
O Paulo foi comunicar nossa decisão aos pais deles e eu fui comunicar aos meus pais. Nós cancelamos tudo. Mas o Paulo manteve o casamento no civil. Então meus sogros acharam que não deveríamos deixar aquela data passar em branco. Contrataram um buffet para 40 pessoas no próprio cartório.


O Cartório do Catete, que ficava na Rua do Catete, tinha um pequeno salão de festas, muito gracioso. Então, demos entrada nos papéis e no dia 08 de Abril de 2006 a Juíza de Paz nos casou no Civil. Tivemos como testemunhas do casamento nossos amiguinhos Rafael Lam e Rodrigo Leite.

O pai do Paulo deu a ele uma caneta Montblanc para assinar os papéis com estilo e também para ficar bonito nas fotos. Na hora da cerimônia civil o Paulo ficou tão nervoso e pegou a caneta da Juíza, uma Bic azul e ainda deu a caneta para eu assinar também... hahahahah ... Todas as fotos saíram com a Bic azul. Nós demos muitas risadas depois.

Nossos padrinhos foram: Bruno Castro (Preá) e Érica Pinto, Tiago Henriques e Luciana Romar e nossos irmãos Marcelo William e Keiza Henriques.
Foi tudo simples e muito fino. Poucos convidados, só os amigos mais íntimos e nossa família. Engraçado que no dia do casamento, minha barriguinha ficou enorme.


O coquetel ficou muito legal. Regado à pró-seco e até tinha bem-casado. Estávamos muito felizes e muito apaixonados. Meus pés estavam super inchados e no dia o sapatinho não entrou no meu pé, ainda bem que eu tinha uma sandalinha branca. Ficou tudo lindo e naquele mesmo dia o Paulo falou comigo: - Esse é só o começo, vou realizar todos os seu sonhos, pelo menos os que estiverem ao meu alcance.
E não é que é verdade!


Ela: Minhas irmãs Keila e Keiza e minha sobrinha Carol.

(Fotos retiradas)

Ele: Meu irmão Marcelinho

(Fotos retiradas)

Eles: Nossa família

(Fotos retiradas)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O noivado e o pedido em casamento.

Foi uma surpresa para mim.

Paulo e eu já estávamos morando juntos há algum tempo.
Certo dia, lá na nossa casa, quando ainda morávamos em Botafogo, fui arrumar as camisas do Paulo no guarda-roupa dele e ele fez um escândalo comigo. Fiquei super assustada. Não conseguia entender a razão dele ter ficado tão bravo. Ele me chamou de intrometida e pediu para eu nunca mais mexer nas coisas dele.
No dia anterior tinha sido meu aniversário, nós estávamos tão bem. Fiquei chocada com aquela reação, achei que aquele era o começo das brigas das pessoas que moram juntas. Liguei para minha mãe chorando e minha mãe me acalmou dizendo que ele devia estar nervoso com alguma coisa.
E estava mesmo.
Minha sogra e o Paulo resolveram fazer uma festa de aniversário para mim. Eles convidaram todos nossos amigos e também as famílias. Como era uma festa de aniversário, chamei meu chefe e alguns amigos da empresa que eu trabalhava. No meio da festa, reparei que estavam todos me olhando e de repente começou a tocar a música "She" de Charles Aznavour e Herbert Kretzmer que é também trilha sonora do filme "Um lugar chamado Nothing Hill".
Fiquei super nervosa, minha mãe, minhas irmães e minha sogra chorando e quando olhei para as mãos do Paulo vi uma caixinha preta da H.Stern. Comecei a tremer e pedi baixinho para o Paulo: - Não faz isso comigo, tá todo mundo olhando. Olha o pessoal da empresa, meu chefe.
É mole?!
E o Paulo respondeu: - Agora não tem mais jeito.
Eram nossas alianças. O Paulo me pediu em casamento na presença das pessoas mais importantes de nossas vidas. E claro! Eu aceitei. Fiquei tão nervosa que derrubei as alianças, também chorei muito.
Foi tudo muito lindo... e foi uma surpresa para mim. Foi muito romântico também. Por isso o Paulo havia brigado comigo para não arrumar as roupas dele. As alianças estavam escondidas ali. Também ganhei rosas vermelhas.
Bem que eu estranhei, tinha até vinho branco na festa, champanhe... esta para comemorar o noivado ... enfeites nas mesas com velas. E eu nem poderia imaginar que seria o nosso noivado. Fiquei muito feliz.
O homem da minha vida mais uma vez me surpreendendo.




Como tudo começou

A cidade do Rio de Janeiro é o cenário dessa história.


Ela diz:
Nos conhecemos no centro do Rio. A primeira vez que vi o Paulo, foi na empresa Atos Origin que na época ficava no prédio da Academia Brasileira de Letras na Av. Presidente Wilson, 203 - Castelo. Nós éramos consultores e eu esbarrei com ele por lá.
Lá estava ele, lindo, todo arrumadinho, de terno escuro e muito concentrado. Fiquei apaixonada e pedi para uma pessoa, conhecida nossa, para arrumar um daqueles encontros que a gente finge que foi por acaso. O encontro foi marcado com um happy hour, aqueles que aconteciam todas as sextas após o trabalho. A galera de sempre e ele.
Marcamos no Bar do Urich na Rua São José. O Paulo já sabia que seríamos apresentados e quando eu cheguei ele ficou nervoso e derramou o chopp na mesa. Tudo bem... eu já estava caidinha por ele. Ai que frio na barriga!
Eu nunca mais havia sentido aquilo, foi daí que eu comecei a pensar que aquele era o homem da minha vida. Eu nunca mais havia sentido as minhas mãos suarem e a voz embargar.

O Paulo não podia demorar ali pois tinha um curso e eu iria ficar 01 mês em Macapá-AP.
Então sem muitas firulas, fomos apresentados e ele foi embora, nem trocou telefone comigo. Quase morri. O assunto da mesa foi ele e eu. Achei que ele não tinha ficado interessado em mim, pois caso houvesse o interesse ele teria matado o curso.
Realmente, eu ainda não o conhecia. O Paulo é nerd, não mata cursos e muito menos cursos para tirar certificações. Ele até quebrou uma regra, tomou um choppinho antes da aula, ou seja, foi lá por minha causa. Pura insegurança minha.
Na segunda embarquei para o Macapá-AP super triste, estava gamadinha no gato.
Fiquei lá por 01 mês, nesta época eu era solteira e não fiquei com ninguém por lá. Também nem dava! Nossa! Ao retornar procurei saber notícias dele e as notícias eram péssimas. Ele estava namorando.
Então segui com a minha vida. Naquela época seguir em frente não era difícil para mim. Jovem, alegre, bonita, magra, bem empregada, cheia de amigos e pretendentes... E muito, muito convencida. rs
Mas o Paulo havia me magoado e nem sabia disso. Estava apaixonada e gatinho já estava namorando.
Um belo dia, eu estava voltando da casa da minha mãe, desci do ônibus, então eu precisava atravessar a Av. Presidente Wilson para chegar na Av. Rio Branco, onde eu trabalhava. Senti alguém parar abruptamente na minha frente. Nem acreditei, estava tão apaixonada mas com tanta raiva dele. Cabelos ainda molhados, perfumado e todo almofadinha, de terno e pastinha de lado... era ele... o Paulo Pontes, o magoador de mulheres felizes e bem resolvidas.
Quase morri, que sensação maravilhosa senti. Mas eu estava magoada, achava que ele não tinha se interessado por mim. Só que o que passaram para ele foi que eu fui viajar e não disse mais nada. Então, o Paulo também achava que eu não me interessei por ele.
São os desencontros da vida.
Bem, ele estava ali, cheio de sorrisos e eu super séria, o sol da manhã forte e muitas businas. Falamos rapidamente e eu fui super grossa. Segui a rua em frente e logo depois olhei para trás, ele já havia sumido no meio da multidão. Puts... que raiva. Havia perdido minha chance de tentar ser "amiga".
Não pensem que eu sou uma pobre coitada, coloquei na minha cabeça que aquele era o homem da minha vida e ele seria meu. Comigo foi sempre assim. Se eu quisesse algo eu ia lá e conseguia.

Voltei na Atos Origin, tinha projetos lá, e não esbarrei com ele. Ficava sabendo da vida dele através de outras pessoas. Gente, o tempo resolve tudo!
Criei coragem e liguei para Atos Origin e pedi o e-mail e o telefone do consultor Paulo Pontes. Quando eu quero uma coisa eu vou buscá-la. Mandei um e-mail para ele o convidando para ir tomar um choppinho pelo dia dos amigos. O Paulo respondeu ao meu e-mail imediatamente e topou.
Ebaaaaaaaa!
Só que eu tinha marcado com minhas amigas de comemorar o "Dia do amigo" com elas, Patrícia, Beatriz, Cristiane e minha irmã Keiza. E, amigos são amigos...
Então o Paulo e eu marcamos para o dia seguinte.

Fomos no Amarelinho na Cinelândia. Coloquei minha melhor roupa, cabelos bem penteados, perfume suave e coração acelerado. Batemos papo, nos conhecemos melhor, falamos sobre o dia do Urich, demos muitas risadas e descobrimos como a vida é hilária.
Nós dois nos queríamos muito, mas os dois desistiram antes mesmo de tentar.
Tudo esclarecido... uma sensação maravilhosa de frio na barriga...
Saímos do Amarelinho como dois bons amigos. Fiquei muito nervosa porque depois daquilo eu não teria coragem de ligar para ele de novo. O Paulo foi até o metrô comigo e lá na despedida me beijou. Ufa! Até que enfim, demorou, hein?!

Trocamos telefone e daí por diante foram vários encontros até que resolvemos namorar. Quer dizer, o Paulo resolveu me namorar. Eu já estava namorando com ele desde o primeiro dia que o vi.
Tão fofinho. Como eu era consultora e viajava o Brasil inteiro, as vezes ficávamos semanas sem nos ver, daí ele ia me buscar no aeroporto... tão lindo. Lembro que quando aquela porta das esteiras sem abriam e eu o avistava com aquele sorrisinho me esperando, meu coração disparava.
Nosso amor estava escrito nas estrelas.


Ele diz:
Tem um pouquinho de exageros no que ela disse mas foi mais ou menos isso.
Só lembrando que lá no Urich assim que eu a conheci, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi: Já é! Vou pegar!




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sobre a noiva

Sou Kelly Pontes, mãe, mulher e amante da vida. Formada em administração de empresas, sou carioca com muito orgulho e torcedora do melhor time do Rio "o Fluminense". Adoro viajar, moda, música, cinema e arte. Sou um pouco impulsiva e acredito que esta não seja a melhor característica de um ser, porém, é um traço de personalidade de quem adora a vida e vive intensamente. Também sou uma amiga leal e não tolero deslealdade. Amo minha família e agradeço a Deus todos os dias por realizar todos os meus sonhos.

Kelly

Sobre o noivo

Sou Paulo Pontes, pai, nerd e um ótimo professor de dança de salão. Formado em engenharia elétrica, adoro tecnologia, incluindo os games.Nasci em São João de Nepomuceno - MG, sou mineiro com o coração carioca. Adoro o Rio e vim morar aqui com meses de nascido. As mulheres bonitas são o meu forte... "de preferência a minha".
Sou amante da vida e de um bom vinho acompanhado de fondue, uma ótima arma de sedução. Adoro forró e sempre que posso, curto velejar pelas águas do Rio de Janeiro. Mulheres, sinto muito... já sou casado!

Paulo Henrique

A finalidade deste blog

Este blog tem por finalidade contar nossa história aos amigos e mantê-los atualizados sobre os preparativos do nosso casamento religioso.

Kelly e Paulo Henrique

2010

Estamos iniciando os preparativos com 14 meses de antecedência e vocês poderão acompanhar t udo por aqui.

2005


Paulo Pontes e Kelly Henriques