terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Como tudo começou

A cidade do Rio de Janeiro é o cenário dessa história.


Ela diz:
Nos conhecemos no centro do Rio. A primeira vez que vi o Paulo, foi na empresa Atos Origin que na época ficava no prédio da Academia Brasileira de Letras na Av. Presidente Wilson, 203 - Castelo. Nós éramos consultores e eu esbarrei com ele por lá.
Lá estava ele, lindo, todo arrumadinho, de terno escuro e muito concentrado. Fiquei apaixonada e pedi para uma pessoa, conhecida nossa, para arrumar um daqueles encontros que a gente finge que foi por acaso. O encontro foi marcado com um happy hour, aqueles que aconteciam todas as sextas após o trabalho. A galera de sempre e ele.
Marcamos no Bar do Urich na Rua São José. O Paulo já sabia que seríamos apresentados e quando eu cheguei ele ficou nervoso e derramou o chopp na mesa. Tudo bem... eu já estava caidinha por ele. Ai que frio na barriga!
Eu nunca mais havia sentido aquilo, foi daí que eu comecei a pensar que aquele era o homem da minha vida. Eu nunca mais havia sentido as minhas mãos suarem e a voz embargar.

O Paulo não podia demorar ali pois tinha um curso e eu iria ficar 01 mês em Macapá-AP.
Então sem muitas firulas, fomos apresentados e ele foi embora, nem trocou telefone comigo. Quase morri. O assunto da mesa foi ele e eu. Achei que ele não tinha ficado interessado em mim, pois caso houvesse o interesse ele teria matado o curso.
Realmente, eu ainda não o conhecia. O Paulo é nerd, não mata cursos e muito menos cursos para tirar certificações. Ele até quebrou uma regra, tomou um choppinho antes da aula, ou seja, foi lá por minha causa. Pura insegurança minha.
Na segunda embarquei para o Macapá-AP super triste, estava gamadinha no gato.
Fiquei lá por 01 mês, nesta época eu era solteira e não fiquei com ninguém por lá. Também nem dava! Nossa! Ao retornar procurei saber notícias dele e as notícias eram péssimas. Ele estava namorando.
Então segui com a minha vida. Naquela época seguir em frente não era difícil para mim. Jovem, alegre, bonita, magra, bem empregada, cheia de amigos e pretendentes... E muito, muito convencida. rs
Mas o Paulo havia me magoado e nem sabia disso. Estava apaixonada e gatinho já estava namorando.
Um belo dia, eu estava voltando da casa da minha mãe, desci do ônibus, então eu precisava atravessar a Av. Presidente Wilson para chegar na Av. Rio Branco, onde eu trabalhava. Senti alguém parar abruptamente na minha frente. Nem acreditei, estava tão apaixonada mas com tanta raiva dele. Cabelos ainda molhados, perfumado e todo almofadinha, de terno e pastinha de lado... era ele... o Paulo Pontes, o magoador de mulheres felizes e bem resolvidas.
Quase morri, que sensação maravilhosa senti. Mas eu estava magoada, achava que ele não tinha se interessado por mim. Só que o que passaram para ele foi que eu fui viajar e não disse mais nada. Então, o Paulo também achava que eu não me interessei por ele.
São os desencontros da vida.
Bem, ele estava ali, cheio de sorrisos e eu super séria, o sol da manhã forte e muitas businas. Falamos rapidamente e eu fui super grossa. Segui a rua em frente e logo depois olhei para trás, ele já havia sumido no meio da multidão. Puts... que raiva. Havia perdido minha chance de tentar ser "amiga".
Não pensem que eu sou uma pobre coitada, coloquei na minha cabeça que aquele era o homem da minha vida e ele seria meu. Comigo foi sempre assim. Se eu quisesse algo eu ia lá e conseguia.

Voltei na Atos Origin, tinha projetos lá, e não esbarrei com ele. Ficava sabendo da vida dele através de outras pessoas. Gente, o tempo resolve tudo!
Criei coragem e liguei para Atos Origin e pedi o e-mail e o telefone do consultor Paulo Pontes. Quando eu quero uma coisa eu vou buscá-la. Mandei um e-mail para ele o convidando para ir tomar um choppinho pelo dia dos amigos. O Paulo respondeu ao meu e-mail imediatamente e topou.
Ebaaaaaaaa!
Só que eu tinha marcado com minhas amigas de comemorar o "Dia do amigo" com elas, Patrícia, Beatriz, Cristiane e minha irmã Keiza. E, amigos são amigos...
Então o Paulo e eu marcamos para o dia seguinte.

Fomos no Amarelinho na Cinelândia. Coloquei minha melhor roupa, cabelos bem penteados, perfume suave e coração acelerado. Batemos papo, nos conhecemos melhor, falamos sobre o dia do Urich, demos muitas risadas e descobrimos como a vida é hilária.
Nós dois nos queríamos muito, mas os dois desistiram antes mesmo de tentar.
Tudo esclarecido... uma sensação maravilhosa de frio na barriga...
Saímos do Amarelinho como dois bons amigos. Fiquei muito nervosa porque depois daquilo eu não teria coragem de ligar para ele de novo. O Paulo foi até o metrô comigo e lá na despedida me beijou. Ufa! Até que enfim, demorou, hein?!

Trocamos telefone e daí por diante foram vários encontros até que resolvemos namorar. Quer dizer, o Paulo resolveu me namorar. Eu já estava namorando com ele desde o primeiro dia que o vi.
Tão fofinho. Como eu era consultora e viajava o Brasil inteiro, as vezes ficávamos semanas sem nos ver, daí ele ia me buscar no aeroporto... tão lindo. Lembro que quando aquela porta das esteiras sem abriam e eu o avistava com aquele sorrisinho me esperando, meu coração disparava.
Nosso amor estava escrito nas estrelas.


Ele diz:
Tem um pouquinho de exageros no que ela disse mas foi mais ou menos isso.
Só lembrando que lá no Urich assim que eu a conheci, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi: Já é! Vou pegar!




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